bem querer.
e estava com o chorar
engasgado. e porque?
sim, não fazia sentido..
e até fazia algum.
sim, sempre faz.
quando a luz tocou a minha janela,
sorriu
olhou
e disse,
porque?
porque?! porque quis..
sentir tudo que me resta..
e se é este chorar
deixe me senti.lo
pois é o que me resta.
compreendo.
não satisfeita, as cores tocaram a minha janela.
o verde,
sorriu
olhou
e disse
uma lágrima já se foi..
e ainda que venham outras,
outras iram.
porque então?
porque?
porque todos choramos, e perdemos.
e também ganhamos.
sempre.
em vários aspectos.
então porque? não sorrir?
quem sabe é verdade..
porque?! pois! porque não?
e o acordar
me trouxe um gosto esverdeado na boca.
das cores.
da esperança.
do sim.
do querer.
sempre.
talvez devesse me chamar querer. pensei.
bem querer.
...
mas que menina mimada.. que tudo quer!
pois.. e quem sabe tudo pode ter.
postado por juh// às 13:14
| deixe suas palavras 2

mais palavras acumulamos,
mais são os mal entendidos.
menos somos nós..
menos percebemos os outros.
e
seria tão simples dizer simplesmente
o que sentimos. talvez
fossemos mais felizes, na sinceridade..
pura e simples.
postado por juh// às 15:37
| deixe suas palavras 4

sim.
ai como eu queria ser essa bolha de sabão,
capaz de mudar o tom da melodia.
e ela entendeu..
exactamente, o real significado daquela alcunha.
talvez nem fosse uma metáfora tão inteligente assim..
com pensará. pensou.
pois, qualquer um pode ver o que está diante de si..
mas poucos conseguem retirar o gosto das pequenas coisas.
clichê um.
como qualquer um,
somos fragéis, esmiuçamos algumas cores por vezes fracas
mas ainda sim, somos. coloridos. meio volátil. volatéis.
e nos é inerente a capacidade de ser grande..
e de, quem sabe, mudar o tom da nossa melodia.
clichê dois.
e então? pensou novamente..
ai como eu queria ser essa bolha de sabão,
capaz de mudar o tom de qualquer melodia.
postado por juh// às 06:35
| deixe suas palavras 1

Embriaga.te
Embriaga-te
como se não houvesse amanhã..
como se o hoje fosse sempre hoje
nunca um parecer ser,
nem possiblidade de
Embriaga-te
de vinho? perguntas-me..
de vinho, de ar, de poesia, de vontade
de ânsia, do desejo que em ti é latente..
do medo. pois até ele fortalece.
Embriaga-te
de ar, de mim, de você
do outro.
E posso dizer que não há embriaguez maior:
do outro.. do degustar o outro..
do respirar o potencial de ser
qualquer coisa diferente de ti mesmo,
e tu mesmo de alguma maneira.
Embriaga-te,
e se acordares sem a tal embriaguez
Embriaga-te novamente!
e sempre
Com gozo, com ar, com poesia, com vontade, a teu gosto.
Pois a vida tem as cores que debruçamos sobre ela.
// a Baudelaire.
. Sem qualquer comparação a sua escrita e poesia, a minha. Mas, um pedaço dele me ficou.. e essa é a forma de lembrá-lo.
postado por juh// às 18:01
| deixe suas palavras 2

souhait.
j´attends
le temps qui court..
la volage lumière à ma fenêtre..
l´eternité de l´amour. le printemps.
les colours qui tournées au rouge.
le change d´air.
non.
je n´attends pas.
je souhaite.
postado por juh// às 06:56
| deixe suas palavras 2

na expressão rotineira de olhar emails e mensagens,
ela recebeu uma.. sob a forma de testemunho.
e era na verdade, um testemunho em
off, como diríamos..
destinado não a olhos alheios,
apenas a percepção daquele,
daquela capaz realmente de compreendê.la
pois.. e assim foi. e as palavras foram
como um remeter ao passado presente,
ao crescer que todos nós passamos
ao chorar, sim, mas que fortalece.
aos momentos que deixam de ser sonhos..
e passam a ser realidades..
não absolutamente certas, nem incertas, mas sim,
cotidiano que nos move e o mesmo tempo nos absorve.
e o discurso foi simples
o que não lhe tirou a grandeza e esperança.
e as as palavras finais foram
as protagonistas de qualquer discurso
verdadeiramente humano, "saudades disso.. e como"
verdade.
também tenho saudade.
e quem não a tem? nao é mesmo?
principalmente, dialogando em língua portuguesa.
ps: :)
postado por juh// às 05:19
| deixe suas palavras 2

passagem.
e ontem, enquanto a lua passeava pelo céu
a ansiar pelo seu momento único de descanso.
saboreei o presente copo de vinho.
mas já nele não havia qualquer gosto teu.
e havia, sim, presença..
nas lágrimas que me corriam os olhos anestesiados.
na paisagem ao redor, que me lembrava sobretudo
as tuas mãos a segurarem com certo zelo o cigarro..
os teus olhos negros que pareciam
saber qualquer coisa maior que eu mesma, malinos.
ou ainda teu andar seguro e ao mesmo tempo incerto.
todo o dia se foi assim, como uma espécie de realidade
nada real, meia imprudente, um tanto quanto insegura..
ou quem sabe como um acordar pós ressaca cirúrgica..
meia anestésica, meia dolorida.
e todos amam, se vão, não se discute o facto de se ter de ir..
e todos amam, se vão, se sofre, doí, e se diz..
nada como o tempo..
se ama, se vai, se sofre, dói e se esquece.
e, no meu parecer meio turvo, não deveria assim ser.
porque ninguém é passagem.. ninguém é substituível.
e se motivos tais não forem suficientes,
quem sabe para convencer qualquer que seja o sujeito..
soh me basta um.
porque eu, não quero esquecer.
facto.
// a di.flo
postado por juh// às 05:01
| deixe suas palavras 3
