quarta-feira, 7 de março de 2007



passagem.

e ontem, enquanto a lua passeava pelo céu
a ansiar pelo seu momento único de descanso.
saboreei o presente copo de vinho.
mas já nele não havia qualquer gosto teu.

e havia, sim, presença..
nas lágrimas que me corriam os olhos anestesiados.
na paisagem ao redor, que me lembrava sobretudo
as tuas mãos a segurarem com certo zelo o cigarro..
os teus olhos negros que pareciam
saber qualquer coisa maior que eu mesma, malinos.
ou ainda teu andar seguro e ao mesmo tempo incerto.

todo o dia se foi assim, como uma espécie de realidade
nada real, meia imprudente, um tanto quanto insegura..
ou quem sabe como um acordar pós ressaca cirúrgica..
meia anestésica, meia dolorida.

e todos amam, se vão, não se discute o facto de se ter de ir..
e todos amam, se vão, se sofre, doí, e se diz..
nada como o tempo..
se ama, se vai, se sofre, dói e se esquece.
e, no meu parecer meio turvo, não deveria assim ser.
porque ninguém é passagem.. ninguém é substituível.

e se motivos tais não forem suficientes,
quem sabe para convencer qualquer que seja o sujeito..
soh me basta um.
porque eu, não quero esquecer.
facto.

// a di.flo

postado por juh// às 05:01


3 deixe palavras tbm:
Anonymous Anônimo disse...

gostei gostei gostei...mt bem dona juliana,sabia q eras talentosa, mas ñ q escrevias tao bem!Parabens e continua*****

7 de março de 2007 às 09:41  
Anonymous Anônimo disse...

iuuu cara de tatu. Uia! eu num sabia desse cantin aqui não...
Vou voltar miga. prometo. te adoro.

9 de março de 2007 às 12:44  
Anonymous Anônimo disse...

primeiro a loah chata ^^ eh q tah taum legal q eu naum posso deixar de dizer dos "meia"... eh q meia eh soh a de calçar, lembra? esse povo vai pra portugal e esquece português! mas tudo bem... fora isso... e fora a chatisse... vaum umas palavras do Chico:

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

E o q é ju, q nesse teu coração gigante tu consegue esquecer? se tem sempre espaço pra mais (até pro q naum devia ter); e a gente aperta e as vezes fica meio de longe, meio escondido, meio por trás, mas sempre aih, sentido o teu suspiro cálido e carinhoso, a tua paixão incessante e irresistível pelo tudo, o nada q vira tudo nas tuas mãos... e q a tudo atrái.

te amo, amiga...

10 de março de 2007 às 10:39  

Postar um comentário

<< Voltar




Há algum tempo jah escrevi.. mas o tempo se foi e eu acabei por deixá-lo. Essa, então, é uma segunda tentativa. De deixar as palavras que se vão ao vento registradas em algum lado, ainda q esse lado não seja lah muito táctil e sólido. mas pronto. vamos lah! ps: ainda em construção.

x Amigos

Templates
Luz do Bem
Ashita
Camaso
Sine qua Non
Engenhoca
Estranheza do Ser
Palavras Divergentes

x Palavras Passadas



Templates da Lua
TDL


x Arquivos