sim.
ai como eu queria ser essa bolha de sabão,
capaz de mudar o tom da melodia.
e ela entendeu..
exactamente, o real significado daquela alcunha.
talvez nem fosse uma metáfora tão inteligente assim..
com pensará. pensou.
pois, qualquer um pode ver o que está diante de si..
mas poucos conseguem retirar o gosto das pequenas coisas.
clichê um.
como qualquer um,
somos fragéis, esmiuçamos algumas cores por vezes fracas
mas ainda sim, somos. coloridos. meio volátil. volatéis.
e nos é inerente a capacidade de ser grande..
e de, quem sabe, mudar o tom da nossa melodia.
clichê dois.
e então? pensou novamente..
ai como eu queria ser essa bolha de sabão,
capaz de mudar o tom de qualquer melodia.
postado por juh// às 06:35
| deixe suas palavras 1

Embriaga.te
Embriaga-te
como se não houvesse amanhã..
como se o hoje fosse sempre hoje
nunca um parecer ser,
nem possiblidade de
Embriaga-te
de vinho? perguntas-me..
de vinho, de ar, de poesia, de vontade
de ânsia, do desejo que em ti é latente..
do medo. pois até ele fortalece.
Embriaga-te
de ar, de mim, de você
do outro.
E posso dizer que não há embriaguez maior:
do outro.. do degustar o outro..
do respirar o potencial de ser
qualquer coisa diferente de ti mesmo,
e tu mesmo de alguma maneira.
Embriaga-te,
e se acordares sem a tal embriaguez
Embriaga-te novamente!
e sempre
Com gozo, com ar, com poesia, com vontade, a teu gosto.
Pois a vida tem as cores que debruçamos sobre ela.
// a Baudelaire.
. Sem qualquer comparação a sua escrita e poesia, a minha. Mas, um pedaço dele me ficou.. e essa é a forma de lembrá-lo.
postado por juh// às 18:01
| deixe suas palavras 2

souhait.
j´attends
le temps qui court..
la volage lumière à ma fenêtre..
l´eternité de l´amour. le printemps.
les colours qui tournées au rouge.
le change d´air.
non.
je n´attends pas.
je souhaite.
postado por juh// às 06:56
| deixe suas palavras 2

na expressão rotineira de olhar emails e mensagens,
ela recebeu uma.. sob a forma de testemunho.
e era na verdade, um testemunho em
off, como diríamos..
destinado não a olhos alheios,
apenas a percepção daquele,
daquela capaz realmente de compreendê.la
pois.. e assim foi. e as palavras foram
como um remeter ao passado presente,
ao crescer que todos nós passamos
ao chorar, sim, mas que fortalece.
aos momentos que deixam de ser sonhos..
e passam a ser realidades..
não absolutamente certas, nem incertas, mas sim,
cotidiano que nos move e o mesmo tempo nos absorve.
e o discurso foi simples
o que não lhe tirou a grandeza e esperança.
e as as palavras finais foram
as protagonistas de qualquer discurso
verdadeiramente humano, "saudades disso.. e como"
verdade.
também tenho saudade.
e quem não a tem? nao é mesmo?
principalmente, dialogando em língua portuguesa.
ps: :)
postado por juh// às 05:19
| deixe suas palavras 2

passagem.
e ontem, enquanto a lua passeava pelo céu
a ansiar pelo seu momento único de descanso.
saboreei o presente copo de vinho.
mas já nele não havia qualquer gosto teu.
e havia, sim, presença..
nas lágrimas que me corriam os olhos anestesiados.
na paisagem ao redor, que me lembrava sobretudo
as tuas mãos a segurarem com certo zelo o cigarro..
os teus olhos negros que pareciam
saber qualquer coisa maior que eu mesma, malinos.
ou ainda teu andar seguro e ao mesmo tempo incerto.
todo o dia se foi assim, como uma espécie de realidade
nada real, meia imprudente, um tanto quanto insegura..
ou quem sabe como um acordar pós ressaca cirúrgica..
meia anestésica, meia dolorida.
e todos amam, se vão, não se discute o facto de se ter de ir..
e todos amam, se vão, se sofre, doí, e se diz..
nada como o tempo..
se ama, se vai, se sofre, dói e se esquece.
e, no meu parecer meio turvo, não deveria assim ser.
porque ninguém é passagem.. ninguém é substituível.
e se motivos tais não forem suficientes,
quem sabe para convencer qualquer que seja o sujeito..
soh me basta um.
porque eu, não quero esquecer.
facto.
// a di.flo
postado por juh// às 05:01
| deixe suas palavras 3
